quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eu te Amo

Será que sou só eu ou mais alguém tem sentido que o Eu Te Amo está banalizado pelos adolescentes. É eu te amo pra cá, eu te amo pra lá. Eles dizem eu te amo até para quem não gostam.
Há poucos dias, a rebelde sem causa que eu coloquei no mundo me respondeu atravessado e imediatamente soltou um Eu te amo. Não entendi nada. Tudo bem sou loira e nem sempre meus dois neurônios tem uma conversa civilizada, mas está difícil compreender. Me ama ou odeia? Pelo amor do santo padre, decide criatura.
Lembro-me (isto está parecendo baile da saudade com Agnaldo Rayol) que eu sonhava com o dia em que um ser me dissesse Eu te amo.
Demorei anos para falar Eu te amo para meus pais, embora os amasse demais. Comecei a desembuchar já adulta, com 30 anos, talvez. Fui perdendo os pudores. Falei muito menos do que devia, mas disse com sentimento, com conhecimento de causa.
Eles nunca falaram para mim. Nem precisava. Demonstravam através de atitudes, muitas. Com exceção dos meus rebentos, para quem falo a todo o momento, as raras vezes que pronunciei Eu te amo para alguém foi real, franco, avassalador.
É estranho profanar um sentimento cada vez mais raro com um eu te amo automático que aparece em todo final de frase.
Amar é excepcional, é intenso, e deve ser dito sim, aos quatro ventos. Sempre com propriedade e não com palavras vazias.

Marot Gandolfi

2 comentários:

  1. adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiii
    VICKY

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  2. Vicky,

    Quero muito saber sua opinião. Quando tiver tempo, leia as outras crônicas. De repente, faço um livro.
    Mas quero críticas de verdade, não vale só fazer elogio, OK?

    Bjs

    Marot

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